terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fagner esteve no Cine Cultura,


Raimundo Fagner Cândido Lopes (Orós, 13 de outubro de 1949) é um cantor, compositor, instrumentista, ator e produtor brasileiro.
Mais jovem dos cinco filhos de José Fares, imigrante libanês, e Dona Francisca, Fagner nasceu na capital cearense, embora tenha sido registrado no município de Orós.
Primeiros Anos
Raimundo Fagner nasceu em 13 de Outubro de 1949 foi registrado na cidade de Orós, no interior do Ceará. Foi batizado em 27 de Dezembro na Igreja do Carmo em Fortaleza. Aos seis anos ganhou um concurso infantil na rádio local, cantando uma canção em homenagem ao dia das mães. Na adolescência, formou grupos musicais vocais e instrumentais e começou a compor suas próprias músicas. Venceu em 1968 o IV Festival de Música Popular do Ceará com a música "Nada Sou", parceria sua com Marcus Francisco. Tornou-se popular no estado em 1969, após comparecer em programas televisivos de auditório na TV Ceará, e juntou-se a outros compositores cearenses como Belchior, Jorge Mello, Rodger Rogério, Ednardo e Ricardo Bezerra, o grupo ficou conhecido como "o pessoal do Ceará". Também no ano de 1969, após ganhar o 'I Festival de Música Popular do Ceará - Aqui no Canto', Fagner saiu em excursão junto com o grupo de música e teatro do Capela Cistina, foram para Buenos Aires de ônibus, a viagem durou 45 dias de estrada.
A carreira nacional deste nordestino começava de forma bastante imprevisível. Mudou-se para Brasília em 1970 para estudar arquitetura, participou do Festival de Música Popular do Centro de Estudos Universitários de Brasília com "Mucuripe" (parceria com Belchior), e classificou-se em primeiro lugar. No mesmo festival, recebeu menção honrosa e prêmio de melhor intérprete com "Cavalo Ferro" (parceria com Ricardo Bezerra) e sexto lugar com a música "Manera Fru Fru, Manera" (também com Ricardo Bezerra). A partir de então, Fagner consegue despertar a atenção da imprensa do Sudeste, sendo suas canções intensamente executadas nos bares da capital do país.
Anos 90
O primeiro álbum da década, Pedras Que Cantam de 1991 teve como primeira canção de trabalho "Borbulhas de Amor", que tornou-se imediatamente sucesso nacional. O disco recebeu disco de platina tripla por vender 750 mil exemplares, e as canções "Borbulhas de Amor", "Pedras Que Cantam" e "Cabecinha no Ombro" ficaram durante 8 meses nos primeiros lugares nas rádios do Brasil. Fagner passou dois anos sem lançar um disco novo. Foram vinte meses de preparo até que o disco Demais fosse lançado em maio de 1993. O disco revive os principais temas da Bossa Nova, com versões de canções de Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Dorival Caymmi. No ano seguinte lançou o disco Caboclo Sonhador, desta vez com clássicos do forró, com versões de canções de Dominguinhos, Luiz Gonzaga e vários outros. O disco não possui nenhuma canção de sua autoria. Em 1995 fixou moradia em Fortaleza, e lançou mais um álbum: Retratos. O álbum recuperou canções do fim dos anos 70, ainda não gravadas por Fagner. O vigésimo álbum de sua carreira foi lançado em 1996 com o título de Pecao Verde. neste mesmo ano, Fagner completava 23 anos de carreira artística. O último disco da década de 1990 foi Terral, que não possuia nenhuma canção de sua autoria.
Anos 2000
Em 2001, gravou o álbum que tem o título apenas de Fagner. Tem canções em parceria com Zeca Baleiro, Fausto Nilo, Abel Silva e Cazuza. A parceria de Fagner e Zeca Baleiro rendeu uma série de shows pelo Brasil. Em 2004, pela Indie Records, Fagner lançou o álbum Donos do Brasil. O Último disco lançado por Fagner foi Fortaleza, em 2007.

Em 2007 em entrevista a revista QUEM, Fagner assume que já teve relacionamentos com homens. Questionado quanto a ser bissexual ele deixa claro que não gosta de rotulos.
Discografia
Estúdio
1973 - Manera Fru Fru, Manera
1975 - Ave Noturna
1976 - Raimundo Fagner
1977 - Orós
1978 - Eu Canto - Quem Viver Chorará
1979 - Beleza
1980 - Eternas Ondas
1981 - Traduzir-se
1982 - Sorriso Novo
1983 - Palavra de Amor
1984 - A Mesma Pessoa - Cartaz
1985 - Deixa Viver
1986 - Fagner - Lua do Leblon
1987 - Romance no Deserto
1989 - O Quinze
1991 - Pedras que Cantam
1993 - Demais
1994 - Caboclo Sonhador
1995 - Retrato
1996 - Pecado Verde
1997 - Terral
2001 - Fagner
2004 - Donos do Brasil
2007 - Fortaleza
2009 - Uma Canção no Rádio
Outros
1981 - Raimundo Fagner Canta en Español
1991 - Fagner en Español
1993 - Uma Noite Demais - Ao Vivo no Japão
1998 - Amigos e Canções
2000 - Ao Vivo
2002 - Me Leve (ao vivo)
2003 - Fagner & Zeca Baleiro

Ela esta de volta com a Loba de Ray Ban !!


Christiane Torloni protagoniza no teatro A Loba de Rayban, ao lado de Leonardo Franco e Maria Maya A peça é a versão feminina de O Lobo de Rayban, sucesso nos anos 80, com o ator Raul Cortez no elenco.

O texto, de Renato Borghi, mostra um triângulo amoroso formado por Júlia Ferraz (interpretada por Christiane Torloni), Paulo Prado (Leonardo Franco) e Fernanda Porto (Maria Maya).

Trata da vida de um grupo de atores durante as apresentações de Medéia, de Eurípedes. A interrupção da temporada provoca conflitos entre os personagens.

Nesta releitura, Júlia Ferraz é dona de uma famosa companhia de teatro, está decadente e perde o seu parceiro de trabalho e ex -marido, Paulo Prado, que troca os palcos pela TV.

O seu desespero não se deve apenas ao término de sua parceria com Paulo, ela está apaixonada pela jovem e talentosa atriz, Fernanda Porto (Leonardo Franco), que faz parte da produção e também informa a sua saída da companhia

Para ficar com Julia, Fernanda precisa enfrentar os preconceitos da sociedade, mas não consegue.

O que se vê em cena é o embate de três atores, que apesar das divergências, tem um ponto comum: um profundo amor ao palco. Referências ao mundo teatral não faltam e o mundo real se mistura à ficção.

A interessante obra de Borghi faz uma pertinente reflexão sobre o amor, a verdade nas relações humanas, os preconceitos socais e a paixão pelo teatro. A montagem, com direção de José Possi Neto, é moderna e dinâmica; a movimentação dos atores realça a tensão entre os personagens.

O elenco está excelente em cena. Christiane Torloni está totalmente entregue às emoções de Jùlia.

Leonardo Franco dá vigor ao seu personagem e também está ótimo no papel de Paulo Prado. A jovem atriz Maria Maya começa um pouco titubeante, mas no decorrer da encenação prova que tem talento e um futuro promissor no teatro.

A atriz Christiane Torloni, que atuou ao lado de Cortez em 87, diz que tudo na sua vida serviu de preparação para lidar com o medo e encarar Jùlia. ¨Ainda existe um grande tabu e Jùlia exercita a sua liberdade pelo desejo e pela paixão¨. diz. ¨Tem um histórico bissexual e se apaixona em cena com o toque mágico do teatro¨, complementa.

A estréia de A Loba de Ray Ban é uma oportunidade para os amantes do teatro reverem o texto de 1987 com outra abordagem e para quem não prestigiou conhecer a obra, finaliza a atriz.

Maria Maya, que recentemente teve duas produções bem sucedidas no teatro – Play sobre Sexo Mentiras e Videotaipe e Não Existem Níveis Seguros Para O Consumo Destas Substâncias, traz, segundo os seus colegas de palco, maturidade profissional ao teatro. ¨Cada trabalho é um recomeço para mim e tenho a segurança dos meus colegas, diz Maria Maya sobre a sua participação na peça.

Leonardo Franco é o produtor, ao lado de Christiane Torloni. O ator estreou no teatro profissional com o Lobo de Ray Ban e trabalhar com Possi e Cortez o fez ter a certeza que queria seguir a carreira de ator. Como entrou na segunda temporada, em que Patrícia Pillar substituiu a Christiane, a peça logo saiu de cartaz e sentiu a necessidade de voltar a encená-la. Quando soube da releitura do texto, começou a viabilizar a montagem atual.


Informacoes site www.nossadica.com
Texto de Nanda Rovere

Na batucada da vida, homenagem ao centenario de nascimento de Carmen Miranda.


Aconteceu o espetaculo de homenagem a Carmen Miranda no projeto Na Batucada da Vida, no Teatro Cleydes Váconis


As cantoras Célia, Lucinha Lins e Virgínia Rosa revivem os sucessos de Carmen Miranda em quatro shows no Teatro Cleyde Yáconis (antigo Cosipa Cultura)

Idealizado pelo Mesa 2 Produções, o projeto Na Batucada da Vida reúne as cantoras Lucinha Lins, Célia e Virgínia Rosa no show dedicado à memória de Carmen Miranda, uma das mais importantes referências do Brasil no mundo. Com arranjos de Dino Barioni e direção musical do pianista Ogair Júnior.Aconteceu no Teatro Cleyde Yáconis (antigo Cosipa Cultura).

Sob a direção artística de Fernando Cardoso e Lucinha Lins, a proposta do show foi de prestar uma homenagem a essa figura de grande importância na história da música brasileira e reviver os grandes sucessos de sua carreira. Fernando Cardoso explica que o critério de seleção das artistas convidadas foi afetivo. “Elas se dão muito bem cantando juntas. As vozes se harmonizam. Cada uma tem um estilo totalmente diferente da outra, mas se completam.” As três cantoras são amigas, já se apresentaram juntas em diversos shows e sonhavam com a possibilidade de fazer esse projeto juntas.

A direção musical de Ogair Júnior privilegia arranjos jazzistas. “A formação musical é diferente do que é esperado do repertório de Carmen”, explica Fernando. No show as cantoras não se vestem com figurinos que remetem à figura exótica e aos clichês visuais pelos quais a artista é lembrada. “Queremos ressaltar a personalidade criadora que lançou compositores e dominou o cenário da música brasileira nos anos 30.” No repertório serão mostrados tanto os grandes sucessos como músicas que ficaram conhecidas na voz de outras cantoras como Elis Regina e Gal Costa. “O público vai se surpreender ao descobrir músicas que foram gravadas originalmente por Carmen Miranda”, completa Fernando Cardoso.

O show abre com as três cantoras no palco interpretando O que é Que a Baiana Tem (Dorival Caymmi) e South American Way (Jimmy Mc Hugh/Al Dubin). Virgínia Rosa segue cantando Disseram que Voltei Americanizada (Luiz Peixoto/Vicente Paiva), Camisa Listrada (Assis Valente), Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso), Tic-Tic do Meu Coração (Alcyr Pires Vermelho/Walfrido Silva).

Lucinha Lins volta ao palco para interpretar um medley de sucessos com Linda Flor, Na Batucada da Vida e Samba Rasgado. Em seguida é a vez de Célia dar voz a Recenseamento (Assis Valente), Tico Tico no Fubá (Zequinha de Abreu) e Adeus Batucada (Synval Silva), entre outras. No final do show elas se juntam novamente para apresentar os sucessos Cantores de Rádio (Lamartine Babo/João de Barros/Alberto Ribeiro), Mamãe Eu Quero (Vicente Paiva/Jararaca) e Balancê (João de Barros/Alberto Ribeiro).

Além da amizade e afinidade entre as cantoras, existe uma grande aproximação com o repertório de Carmen Miranda. O primeiro sucesso de Célia foi a regravação da música Na Batucada da Vida. Lucinha Lins sempre quis viver Carmen Miranda no teatro, e Virgínia Rosa já interpretou alguns sucessos de Carmen no show Alô Alô Carnaval.

Fernando conta que o projeto nasceu em 2005. “A idéia surgiu quando Célia recebeu um convite do Memorial da América Latina para apresentação de um show. “Como na época fazia 50 anos da morte de Carmem Miranda, sugerimos um show em sua homenagem. Devido ao sucesso, o show ficou em repertório e se aprimorando cada vez mais. Por isso nada mais especial que apresentá-lo no centenário de nascimento de Carmem, agora em 2009”, completa o produtor.

CARMEM MIRANDA – UM SÍMBOLO DO BRASIL

Carmen Miranda é ainda hoje a cantora brasileira que mais fez sucesso no exterior. Dona de um estilo único, particular e inovador tanto na maneira de cantar como na performance de palco, teve uma vida de mito, repleta de glórias e dramas. Nascida em 1909, em Portugal, chegou ao Brasil com dez meses. A carreira – sempre ascendente – começa em 1929 no Brasil. Aos trinta anos recém completados, em 1939, convidada para fazer carreira em Nova York, recomeçou tudo no mercado mais disputado do mundo. A história se repetiu, só que em escala vertiginosa.

Em questão de semanas, o rádio, os discos, os nightclubs, as capas de revistas, os anúncios de publicidade e até as vitrines das grandes lojas, todos queriam a Brazilian Bombshell (explosão brasileira). Hollywood também – e, mais uma vez, bastou aparecer em um filme para seu nome ganhar dimensão mundial. Nas palavras de seu biógrafo Ruy Castro: “Não há exagero nessas afirmações. Na verdade, elas não refletem nem sombra do que Carmen Miranda
realmente significou nos anos 40 e 50. O Brasil nunca compreendeu a dimensão de sua lenda e nem sempre soube aceitar seu sucesso americano”.

Gostou ? que assistir, entre no site www.cineculturatv.com.br e assista esta bela homenagem a Carmen Miranda.