terça-feira, 28 de setembro de 2010
Nesta semana tem no Cine Cultura a peça 39 degraus !!
Dan Stulbach e Danton Mello
em
OS 39 DEGRAUS
de Patrick Barlow
Direção de Alexandre Reinecke
Tradução e adaptação de Clara Carvalho e Alexandre Reinecke
Estreia dia 28 de agosto
Teatro Shopping Frei Caneca
Misture uma obra-prima do cineasta consagrado Alfred Hitchcock com um saboroso romance de espionagem, acrescente uma pitada de “Monty Python” (série cômica britânica) e experimente a peça Os 39 Degraus, escrita por Patrick Barlow. A montagem estreia dia 28 de agosto, no Teatro Shopping Frei Caneca.
Fora do país, você encontrará esta receita batizada de The 39 Steps. Com temporadas simultâneas em West End (Londres) e na Broadway (Nova Iorque), o clássico filme de espionagem de Alfred Hitchcock, The 39 Steps, transformou-se em uma comédia de enorme sucesso. A versão teatral recebeu inúmeros prêmios, entre eles dois Tony, o Drama Desk Award e o de Melhor Comédia.
No Brasil, a direção de Os 39 Degraus é de Alexandre Reinecke, que também assina a tradução e adaptação brasileira, juntamente com Clara Carvalho. O resultado é uma comédia de suspense, maravilhosamente criativa e emocionante.
O elenco reúne os atores Dan Stulbach, que interpreta Richard Hannay, Danton Mello, que vive o Homem 1, Fabiana Gugli, desempenhando três papéis (Annabella, Pamela e Margaret), Henrique Stroeter (Homem 2) e Paulo Ivo (stand in de Stulbach e Mello).
Em Os 39 Degraus, Richard, um belo sedutor incorrigível, conhece a linda agente secreta, com sotaque alemão, Annabela Schimit (Fabiana Gugli). Encantado, ele a leva para o seu apartamento, onde ela é misteriosamente assassinada.
Esse acontecimento detona toda a trama de suspense policial. Richard, único suspeito, foge com a intenção de investigar as informações passadas por Annabela, salvar seu país e provar a sua inocência.
A história acontece em Londres e parte da Escócia, no período Pré Segunda Guerra Mundial. Durante a sua caminhada, o conquistador conhece uma moça chamada Pamela (Fabiana Gugli), que hora o denuncia, hora envolve-se amorosamente com ele e o ajuda durante as fugas.
A terceira personagem vivida por Fabiana é Margaret, uma caipira da roça escocesa. Por ter um affair com Richard, ela o ajuda a fugir da polícia durante sua estada na escócia.
Além das diversificadas atuações de Dan Stulbach e Fabiana Gugli, Danton Mello e Henrique Stroeter dão vida a 30 personagens, entre espiões, capangas, mulheres, fazendeiros etc. “No vai e vem das interpretações desses dois atores, somam-se cerca de 130 trocas de personagens”, esclarece Reinecke.
Segundo o diretor, esse trabalho é “uma grande e deliciosa brincadeira, um desafio que apresenta várias técnicas e gêneros teatrais, como o melodrama, a dupla de clowns, o teatro de sombra, a mímica e muita expressão corporal”.
Para ele, sua direção se diferencia pela busca de uma execução virtuosa e liberdade de adaptação condizente ao gosto do público brasileiro. “O que existe já é genial. É o tipo de peça que nos aparece uma vez na vida. Um prato cheio para artistas realmente envolvidos com a arte do teatro”.
“Por sorte temos um grupo de atores dedicados e concentrados no trabalho. Todos interagem para depurar ao máximo as indicações do texto, corpo e direção. Realmente uma bela montagem”, completa Alexandre.
OS 39 DEGRAUS
TEATRO SHOPPING FREI CANECA (600 lugares)
Rua Frei Caneca, 569 - 6º andar – Consolação
Informações: (11) 3472-2226/ 2229/ 2230
Bilheteria: Terça a domingo, das 13h às 19h. Em dias de espetáculo, até o início da apresentação.
Aceita os cartões de crédito Visa, Mastercard, Dinners e Amex. Débito: Redeshop e Visa Electron
Vendas pela internet: www.ingressorapido.com.br
Vendas pelo telefone: 4003.1212
Sexta, às 21h30 / Domingo, às 18h30 – R$ 70
Sábado, às 21h – R$ 80
Duração: 100 minutos
Gênero: Comédia de Suspense
Classificação Etária: 12 anos
Sessão especial para convidados e imprensa:
Segunda-feira, dia 30 de agosto, às 21h.
Estreia dia 28 de agosto, sábado, às 21h.
Temporada: até 28 de novembro.
Ficha Técnica:
Autor - Patrick Barlow
Tradução e Adaptação - Clara Carvalho e Alexandre Reinecke
Direção - Alexandre Reinecke
Elenco - Dan Stulbach, Danton Mello, Henrique Stroeter, Fabiana Gugli e Paulo Ivo
Assistente de Direção e Direção Corporal - Carol Mariottini
Desenho de Luz - Paulo Cesar Medeiros
Direção Cenográfica - Cyro Del Nero (in memoriam)
Assistente de Cenografia – Caio Franzolin
Figurino - Cássio Brasil
Trilha sonora - Daniel Maia
Direção de Produção - Sérgio D'Antino
Produção Executiva - Renata Alvim
Assistente de Produção - Cuca Couto
Produção: Bottega D'Arte 2000 e Yuka Produções Artísticas
ALEXANDRE REINECKE - Direção/Versão
Alexandre consolidou sua carreira em 2000, quando foi assistente de direção de Paulo Autran, na peça “Dia das Mães”. Desde então dirigiu 24 peças dos mais variados gêneros, entre elas, as comédias “Quarta-Feira, Sem falta, Lá em Casa”, “Senhoras e Senhores”, “Sua Excelência o Candidato”, “Arsênico e Alfazema”, que também traduziu e adaptou, “Seria Cômico Se Não Fosse Sério”. Está em cartaz com a comédia francesa “Toc Toc”, há três anos em cartaz, “Adorei o Que Você Fez”, “TPM Katrina”, “O Homem das Cavernas” e “Trair e Coçar, é só Começar”, entre muitas outras montagens clássicas e de sucesso, entre elas “Oração Para Um Pé-de-Chinelo”, de Plínio Marcos, que recebeu dois Prêmios Shell e um APCA.
CLARA CARVALHO - Trabalhos em tradução
2009 – “O Clã das Divorciadas”, de Alil Vardar, a ser encenada em 2010. 2009 – “Adorei o que Você Fez!”, de Carole Greep. 2008/2009 – “Retratos Falantes”, de Alan Bennett, direção de Eduardo Tolentino. 2008 – “Revendo Senhorita Júlia”, de Patrick Marber. 2008/2009/2010 – “Toc Toc”, de Laurent Baffie, direção de Alexandre Reinecke, e muitos outros. Últimos espetáculos/ Prêmios em teatro: 2009 – “Dueto da Solidão”, de Sérgio Roveri, direção de Sérgio Ferrara. 2008 – “O Ensaio, de Jean Anouilh”,direção de Eduardo Tolentino. 2008 – “Retratos Falantes”, de Alan Bennett, direção de Eduardo Tolentino, entre outros.
DAN STULBACH (Richard Hannay)
Começou no teatro amador em uma adaptação de “Sonhos de uma Noite de Verão”, de Shakespeare. Sua estreia profissional foi protagonizando “Peer Gynt”, de Ibsen. Fã de Paulo Autran, que conheceu no início da carreira e, depois, tornou-se amigo, atuou em “Visitando Sr. Green”. Participou das minisséries “Os Maias”, “JK”, “Amazônia”, “Queridos Amigos” e “Som e Fúria” e das novelas “O Amor está no Ar” e “Esperança”. Ficou nacionalmente conhecido ao interpretar Marcos, em “Mulheres Apaixonadas”. Depois, atuou em “Senhora do Destino”. O seu primeiro longametragem foi “Cronicamente Inviável” (2000), dirigido por Sérgio Bianchi. Também esteve em “Mater Day” (2001), “Viva Voz” (2004), “Mais uma Vez Amor” (2205) e “Dias e Noites (2008).
DANTON MELLO (Homem 1)
Começou a carreira fazendo comerciais de TV. Em 1985 estreou na novela “O Gato Comeu” (TV Globo). Logo, se tornou um dos atores mais populares. Atuou “Novo Amor”, “Mandala”, “Vale Tudo”, “Tieta”, “Despedida de Solteiro”, “Guerra sem Fim”, “A Viagem”, “Dona Anja”, “Torre de Babel”, “Terra Nostra”, “Jamais te Esquecerei”, “Cabocla”, “Cobras & Lagartos”, “Sinhá Moça”, “Caminho das Índias”, “Tempos Modernos”. Entre as minisséries e seriados estão: “Família Brasil”, “Malhação” e “Hilda Furacão”. No cinema, atuou em “Benjamim”, “O Preço da Paz”, “Tudo Isto é Fado”, “Araguaya - A Conspiração do Silêncio”, “Quanto Vale ou é por Quilo?”, “Ouro Negro”, “A Saga do Petróleo Brasileiro” e “Intruso”. Estreou no teatro, em 1991, em “Romeu e Julieta”. Voltou ao teatro, em 2008, com a peça “Vergonha dos Pés”.
HENRIQUE STROETER (Homem 2)
Henrique Stroeter é faz parte do “Grupo Parlapatões”. No Brasil, participou dos principais festivais de teatro e circo, como o FIAC (Festival Internacional de Teatro), em São Paulo, Festival de Teatro de Curitiba, FILO (Festival de Teatro de Londrina), Festival Internacional de Teatro e Circo, em Belo Horizonte e outros. Fora do país participou do Festival de Edimburgo, na Escócia, do Festival de Almada, em Portugal, e do Festival de Almagro e Cadiz, na Espanha. Foi o representante oficial do Brasil na Expo 98, em Lisboa. No espetáculo “Não Escrevi Isto” recebeu o Prêmio Shell (Cenografia) e Prêmio Estímulo em 1998; “Pantagruel”, Prêmio Estímulo (2001), “As Nuvens e/ ou um Deu$ Chamado Dinheiro”, “O bricabraque” e “Prego na Testa”, em 2005, recebeu o Prêmio Shell.
FABIANA GUGLI (Annabella Schmidt / Pamela / Margaret)
Participou da Cia. de Ópera Seca, fundada por Gerald Thomas, onde atuou em 14 funções sob sua direção. A peça “Terra em Trânsito”, escrita especialmente para ela, lhe rendeu indicação ao Prêmio Shell de Melhor Atriz. Em dezembro (2009), a montagem fez curta temporada, versão em Inglês, no Teatro La MaMa (NY). Outros trabalhos com Gerald: “Circo de Rins e Fígado”, “Rainha Mentira”, “Luartrovado”, “Ventriloquist”, “Deus Ex-Machina”, “Nietzsche X Wagner”, a ópera “Tristão e Isolda”, “Solos Secos”, “Príncipe de Copacabana”, “Esperando Beckett” e “Tragédia Rave Anchorpectoris”. Antes da Cia. Ópera Seca participou de “Antes do Café”, “Tartufo”, “Bonitinha Mas Ordinária” e “Fragmentos”. Atuou no premiado filme “O Cheiro do Ralo” e em “Os Normais”. A atriz tem extensa formação em danças clássica e moderna. Estuda por longos períodos no Merce Cunningham Studio, NY.
PAULO IVO – Stand In de Stroeter e Mello
Participou do grupo Ornintorrico em dois espetáculos “Mahagony” e “Teladeum”. Atuou em “Você vai ver o que você vai ver”, “Vem buscar-me que ainda sou Teu” – premiado como melhor ator pelo Prêmio Apetesp. Fez “Guerra Santa”, “O Mambembe”, “Operação Abafa”, “Art”, “Adorei o que Você Fez”, “Toc Toc” e outros. Montou quatro musicais, baseados em teatro de revista. Em TV participou de programa infantil para a Diney, nas novelas globais “Dona Anja”, “O Direito de Nascer”, “Belíssima”, “A Favorita” e “Passione”. Trabalha com a voz há 30 anos (dublagem, locução e canto). E a voz da emissora MTV, há 18 anos.
ALFRED HITCHCOCK
Alfred Hitchcock foi e continua sendo o diretor definitivo do gênero suspense. Seus filmes “Os Pássaros”, “Disque M para Matar”, “Vertigo, Janela Indiscreta” e “Psicose” são grandes clássicos do cinema mundial.
Sua carreira estende-se do início dos filmes falados - final dos anos 20 - a idade de ouro das estrelas e estúdios nos anos 50 e 60. Sua arredondada figura de lábios grossos tornou-se uma imagem tão forte quanto seus próprios filmes. (A famosa aparição de sua silhueta, como um fantoche, é uma homenagem desta produção). Conhecido como Mestre do Suspense, ele nasceu no leste de Londres, em 1899, e morreu em Los Angeles, em 1980.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Musical Gypsy no Cine Cultura !
Desde sua primeira apresentação, em 1959, o espetáculo "Gypsy" é um dos maiores sucessos de crítica e público na Broadway (EUA). Com seis montagens para os palcos e duas adaptações para o cinema, o clássico estreia em São Paulo amanhã, no Teatro Alfa, depois de uma temporada de três meses no Rio em 2009. A produção tem comando da dupla referência do teatro musical no País - Charles Möeller e Claudio Botelho -, que já assinou mais de vinte montagens desde 1997.
Baseada na biografia da stripper burlesca Gypsy Rose Lee (1911-1969), cujo nome verdadeiro era Rose Louise Hovick, o musical conta a história de Mama Rose (Totia Meireles), que sonha em transformar suas filhas - a loira e graciosa June (Cristina Ricci) e Louise (Adriana Garambone), feia e sem talento - em estrelas do teatro de variedades. O espetáculo é conduzido pela atuação de Totia Meireles, indicada ao Prêmio Shell de Melhor Atriz por seu trabalho na temporada carioca do musical. Cantando e destilando ironias em diálogos rápidos, a atriz faz as três horas do espetáculo passarem rapidamente.
A história do teatro americano serve de pano de fundo para o drama de Mama Rose, que presencia a decadência do teatro de variedades e a ascensão do teatro burlesco na década de 1930. Mesmo sem aprovar a conduta das moças que ficavam seminuas nos palcos, Mama Rose convence Louise a se tornar uma verdadeira artista burlesca. Tímida no início, Louise adota o codinome de Gypsy e se transforma na maior stripper de todos os tempos.
Com orçamento de R$ 4,5 milhões - menos do que os custos do musical "O Médico e o Monstro", que foram de R$ 6 milhões -, "Gypsy", baseia seu sucesso muito mais nas interpretações de peso e nas canções bem colocadas que fazem parte da história do que em efeitos especiais e canções de impacto. As informações são do Jornal da Tarde.
Gypsy - Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722). Tel. (011) 5693-4000. Qui, 21h. Sex., 21h30. Sáb, 20h. Dom., 17h. Até 17/10. Preços: R$ 60 a R$ 120 (quinta e sexta) e de R$ 80 a R$ 140 (sábado e domingo).
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Peça O inverno da luz vermelha
Com direção de Monique Gardenberg (dos filmes "Ó Paí Ó" e "Benjamin") e Marjorie Estiano no elenco, a peça "Inverno da Luz Vermelha" está em São Paulo, no Teatro Faap, contando a história de dois amigos que conhecem uma garota de programa durante viagem a Amsterdã.
Na montagem de texto indicado ao Prêmio Pulitzer em 2006, de autoria do dramaturgo norte-americano Adam Rapp, em uma noite no Red Light District, conhecida região de prostituição em Amsterdã, na Holanda, os amigos e turistas David (André Frateschi) e Matheus (Rafael Primot) têm contato com a personagem de Marjorie Estiano, a prostituta francesa Christine. De personalidades bem diferentes, cada um absorve o que viveu de uma forma. Um ano depois, os três se reencontram e percebem como a experiência mexeu com cada um.
A peça tem ainda no elenco André Frateschi e Rafael Primot. Tanto Frateschi quanto Estiano, além de atores, são cantores e mostram esse lado na peça. A trilha da montagem tem músicas de Tom Waits, Leonard Cohen, Radiohead, Renato Russo e Bloc Party.
"Inverno da Luz Vermelha" tem co-direção de Michele Matalon e cenografia de Daniela Thomas. A peça fica em cartaz até 26 de setembro em São Paulo.
Inverno da Luz Vermelha - Teatro Faap (500 lugares). Rua Alagoas, 903, Higienópolis. Tel. (011) 3662-7233. Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 60. Até 26/09.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Peça O amante
Paula Burlamaqui e Daniel Alvim
em
O amante
d e H a r o l d P i n t e r
Direção de Francisco Medeiros
Temporada prorrogada no Teatro Nair Bello e sessões extras aos domingos, 17h.
“Não há uma grande diferença entre o que é real e o que é irreal, nem entre o verdadeiro e o falso. Uma coisa pode não ser nem verdadeira, nem falsa. Pode ser ao mesmo tempo verdadeira e falsa.”
(Trecho do discurso de Harold Pinter, ao receber o Prêmio Nobel de Literatura de 2005).
O texto de Harold Pinter, tradução de Maurício Paroni, provoca muitas e diferenciadas emoções e sensações. Esses estados alternados sãoum desafio inquietante e motivador para os atores Paula Burlamaqui e Daniel Alvim. Juntos, eles sobem ao palco do Teatro Nair Bello, para contracenarem na comédia dramática O Amante, que estreia no dia 13 de agosto.
O escritor, com peças montadas pelo mundo afora, é reconhecido por ser um dos autores mais complexos e instigantes da cena teatral contemporânea, em função de sua sagacidade e sensibilidade acerca, principalmente, das relações afetivas conjugais.
Em O Amante, Pinter levanta provocações, certezas, dúvidas, surpresas, tendo o casamento como o mote principal. Os diálogos são repletos de conflitos, jogos de dominação e de poder, que afloram na convivência do casal Sarah (Paula Burlamaqui) e Richard (Daniel Alvim).
Nuances da intimidade e fantasias a dois, em que marido e mulher revezam-se entre algozes e vítimas, vão compondo uma história cheia de grandes revelações, alternadas por blefes e jogos eróticos. O resultado é uma atmosfera de desconfiança, na qual se perde o controle da verdade.
Na montagem, a verdade e a mentira terão de ser descobertas pela plateia, que no decorrer da peça, é convidada a tirar as diversas máscaras que acobertam as identidades do casal.
Para o diretor Francisco Medeiros, o brilhantismo do texto está na alternância de jogos conjugais e teatrais. “O texto explora a ambiguidade na dinâmica das relações amorosas”.
É uma enxurrada de sensações, em que a volúpia, a intempestividade, a impetuosidade, o sarcasmo, a franqueza, a subjugação, o desprezo e a cumplicidade estimulam atitudes cruéis, as quais, não raro, fazem parte do relacionamento romântico.
De acordo com Francisco Medeiros, a peça é um desafio, porque propõe várias identidades para duas pessoas casadas em uma tentativa vibrante e perigosa de manter a “saúde” do casamento. Um trabalho para atores corajosos...
Sarah e Richard são casados há 10 anos, porém jamais tiraram suas máscaras um para o outro. Eles disputam, competem e querem dominar o placar, de uma maneira chocantemente natural para o mundo de hoje.
Assim, eles acreditam que estão mantendo a vitalidade da relação e a renovação do prazer, em um mundo em que, invariavelmente, o cotidiano ameaça o amor com seus sintomas já conhecidos: a rotina e o tédio.
“Existem relações com a ausência total da máscara? É isso que o Pinter quer discutir, entre outros temas. Ele fazia essa pergunta em 1963 e até hoje ela pode ser aplicada tranquilamente”, conta Medeiros.
Segundo o diretor, “a peça apresenta algumas facetas do ser humano que não costumam ser olhadas, nem lembradas”. E como todo artista de alta qualidade, Pinter não aponta caminhos, nem soluções. Ele constata!
O texto apresenta um genial encadeamento de ideias ambíguas, comprovando a habilidade do autor como um artesão da dramaturgia, na opinião do diretor. “O diálogo é vivíssimo, ágil, sucinto e inteligentíssimo”, completa.
E para superar o desafio que o rico texto proporciona, Francisco Medeiros contou com uma equipe de mestres, como ele mesmo diz. O trabalho de corpo dos atores ficou a cargo de Neide Neves, que baseia sua formação na linguagem desenvolvida com Angel Vianna e, principalmente, com Klauss Vianna.
Aline Meyer, bastante conhecida no mundo teatral paulistano como autora de trilhas sonoras, soma em seu currículo mais uma vez, a assistência de direção.Marichilene Artisevskis é a responsável pelo figurino e o cenário, que alude ao mundo ambíguo dos personagens por meio de persianas, conta com a assinatura de Márcio Medina. Já a iluminação tem o estilo do não menos respeitado Maneco Quinderé.
O público assistirá a uma peça recheada de suspense, ironia, graça, fantasias eróticas, fetiches... Em outros momentos, presenciará cenas de profundas emoções!
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Peça O grande inquisitor
Em Sevilha, na mais terrível época da Inquisição, um homem, que é visto fazendo milagres e sendo seguido por multidões, é preso pelo Santo Ofício. O povo o reconheceu como o Cristo retornado ao mundo dos homens, mas ele é sentenciado pelo Cardeal, o Grande Inquisidor, à morte na fogueira. Em sua cela, ao anoitecer, o próprio Cardeal vem interrogá-lo, mas acaba fazendo uma surpreendente revelação Aparentemente uma inocente parábola religiosa, “O Grande Inquisidor” é, na verdade, um discurso político, em que, acima de tudo, a liberdade humana está no centro da discussão.Com direção e adaptação de Rubens Rusche, a peça tem Celso Frateschi no papel do Grande Inquisidor e Mauro Schames como o Prisioneiro. Sylvia Moreira assina o cenário e figurinos.
A peça O grande Inquisitor esta em turne por todo o Brasil.
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