quarta-feira, 27 de junho de 2012





Marcos Veras, Júlia Rabello, Mariana Santos e Carol Martin
em
ATREVA-SE
De Maurício Guilherme
Direção Jô Soares
Em cartaz no Teatro das Artes
Atreva-se é uma comédia onde nada é exatamente o que parece ser!
Numa atmosfera explicitamente inspirada no antigo cinema noir, o espetáculo divide-se em quatro seqüências de mistério e humor.
Dirigida com a inventiva cômica de Jô Soares, a história nos traz uma nova surpresa a cada virada da trama. Como se estivéssemos num Trem Fantasma daqueles antigos parques de diversões.
A Mansão
Um corretor de imóveis mostra a uma empolgada cliente as maravilhas de uma velha mansão de construção clássica, defronte a um enorme parque municipal.
Ela está ansiosa por assinar os papéis e ele diz acreditar que não haverá grandes impedimentos, uma vez que o imóvel teve apenas dois inquilinos antes dela.
Antes de saírem, o corretor, num tom algo dúbio, deseja à sua cliente que ela seja tão feliz na mansão quanto os que ali um dia já viveram. Esta seqüência se passa no ano de 1963.
O Medo
Numa ensolarada manhã, no final da década de 20, uma sóbria governanta cruza a elegante sala da velha mansão, cuidando de pequenos detalhes no ambiente. Lá vivem apenas um homem inseguro, preso a seus medos e a uma cadeira de rodas, e sua irmã, uma mulher segura e assoberbada pela tarefa de cuidar de tudo na vida dos dois.
Ela precisa fazer uma viagem de negócios, o que a deixará longe de casa por alguns meses e seu amedrontado irmão não consegue conviver com a ideia de ficar ali, sozinho, por tanto tempo apenas em companhia de sua sinistra governanta.
O Pacto
Numa noite quente, no início da década de 40, duas primas, agora moradoras da velha mansão, aguardam pela chegada de um antigo colega de juventude. Pelo que conversam, supõe-se que as duas tem algo tramado (e certamente nada muito confiável) para quando chegar o visitante.
Finalmente o aguardado amigo chega e as duas o recebem com ensaiado entusiasmo. Na verdade, os três estão ali para cumprir um pacto feito na tarde do dia de sua formatura. Eles se encontrariam, houvesse o que houvesse, trinta anos após aquele dia, para saberem os rumos de suas vidas.
Mas algo estranho aconteceu naquela mesma noite, durante o baile de formatura. E a simples menção desta data, causa uma desconfortável reação nos três. Reação que se explicará pelas misteriosas revelações que se seguem noite afora.
De Volta a Mansão
De volta ao tempo da primeira seqüência (A Mansão), a nova inquilina tenta organizar sua mudança na velha mansão. Em meio a caixas abertas e objetos esparramados, recebe a visita do corretor, que aparece num gesto de cortesia.
No rápido diálogo que travam, os dois fazem novas e surpreendentes descobertas a respeito de suas identidades o que deixará, com certeza, a plateia também bastante surpresa.
E assim termina nossa comédia. 
Atreva-se: Por Mauricio Guilherme
   A primeira versão de “Atreva-se!” foi escrita no inicio da década de 90, ainda no formato de história, com apenas algumas sequencias já desenvolvidas na forma de diálogos. Evidentemente, a idéia era transformar o conto numa peça teatral algum dia.
   Quase dez anos depois, estava trabalhando com uma amiga redatora (Luciana Sendyk, creditada como colaboradora de texto neste projeto) e comentei com ela a existência deste meu antigo “Atreva-se”, à estas alturas já esquecido em alguma gaveta da minha casa. Ela, curiosa, o pediu para ler e assim que terminou, iniciou uma campanha para que eu transformasse logo o material em teatro.  
    Como estava impossibilitado na ocasião, comprometido com outros trabalhos, deixei que a Luciana fizesse um tratamento dela sobre a minha história. E posso afirmar que foi desta maneira que ela me fez redescobrir meu próprio projeto. Inspirado pela empolgação genuína da minha colega, comecei a escrever a primeira de muitas versões que este roteiro já teve. Por isso fiz questão de creditá-la como colaboradora. Sem ela, talvez eu nunca tivesse olhado de novo para uma antiga idéia minha.
    “Atreva-se” foi se transformando com o passar dos anos. De tempo em tempo, mesmo sem saber quando e onde seria montado, reescrevia uma nova versão do meu texto. A atual foi redigida em constantes discussões com nosso diretor, Jô Soares, que inicia sua direção “já no papel”, como ele mesmo costuma dizer. Brincava com ele dizendo que estava escrevendo “nosso roteiro de filmagem”.
     À principio uma comédia nonsense, nossa peça tenta mostrar as emoções extremadas da condição humana, aqui ampliadas em dobro: pela tentativa de recriar uma linguagem cinematográfica do passado no palco de um teatro e pela ótica exagerada da própria comédia.  
    A escolha de nomes estrangeiros e afetados, num país longínquo, numa realidade distante da nossa, procura associar o mundo misterioso de um local desconhecido ao próprio desconhecimento da mente humana. Esta idéia também está presente na forma não coloquial dos diálogos, numa referencia clara aos antigos filmes dublados. É apenas na realidade cinematográfica que o homem tem a ilusão de recriar a vida ao seu próprio gosto. E é especificamente no cinema noir, que os lados mais escuros da alma humana começaram a ser explorados por grandes protagonistas. Estas foram minhas inspirações principais devidamente retemperadas pela liberdade do humor.
     Num emaranhado de situações absurdas, o controle vai se desfazendo nas mãos das personagens e o impacto dos sustos vai tomando conta da lógica. Por isso, costumo dizer que “Atreva-se!” é uma comédia onde nada é exatamente o que parece ser. Como se estivéssemos num Trem Fantasma daqueles antigos parques de diversões, onde a cada virada temos uma nova surpresa.
Patrocínio Master: Atlas Schindler
Patrocínio: GRSA e Cometa
Co-patrocínio: Vivo
Apoio Cultural: Sonda e Tecnoplast

Ficha Técnica


Texto: Mauricio Guilherme
Direção: Jô Soares
Elenco:
Marcos Veras
Júlia Rabello
Mariana Santos
Carol Martin
Iluminação: Maneco Quinderé
Cenografia: Chris Aizner
Figurinos: Fábio Namatame
Direção Musical: Eduardo Queiroz
Fotografia: Priscila Prade
Direção de Arte Gráfica: Natasha Precioso
Colaboração de texto: Luciana Sendyk
Assistente de Direção: Antonio Colossi
Projeção: Paulo Fax
Locução em Off: Guilherme Sant’Anna
Produção: Rodrigo Velloni
Produção Executiva: Giovani Tozi e Keila Mégda Blascke
Assistente de Produção: Fabio Nascimento
Realização: Velloni Produções Artísticas

Serviço


 ATREVA-SE
Teatro das Artes (742 lugares)
Avenida Rebouças, 3970 – Shopping Eldorado, 3º piso
Bilheteria: terças e quartas das 14h às 20h; de quinta a domingo, das 14h até o início do espetáculo.
Aceita cartão de débito e crédito. Não aceita cheque.
Informações:  (11) 3034-0075
Vendas pela internet: www.ingresso.com  e por telefone: 4003-2330
Quinta a Sábado às 21h30. Domingo às 20h.
Ingressos: Quinta R$ 50,00 / Sexta e Domingo R$ 60.
Duração: 75 minutos
Recomendação: 14 anos
Estreou dia 22 de junho
Temporada: até 02 de setembro

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